O Google Earth ganhou, em 30 de julho de 2026, uma ferramenta que transformava qualquer ponto do mapa numa imagem gerada por IA com o Nano Banana 2. O recurso durou pouco: em 31 de julho, um dia depois, o próprio Google suspendeu a função em todo o mundo, depois de ver gente compartilhar prints de imagens geradas que violavam as políticas da empresa. Veja o que a ferramenta fazia, por que foi tirada do ar e o que isso muda pra quem já tinha testado.
Resposta rápida
O recurso de IA do Google Earth (Nano Banana 2) está suspenso desde 31 de julho de 2026, um dia depois do lançamento. Em comunicado oficial, o Google confirmou que viu gente compartilhar prints de imagens geradas que pareciam violar as políticas da empresa, e decidiu recuar com a função enquanto trabalha em “barreiras mais fortes” contra esse uso indevido. Não há data de retorno.
O essencial
- O que fazia: gerava imagens com IA em cima de mapas e modelos 3D reais
- Onde ficava: Google Earth na web, botão “Criar imagem”
- Motor: Nano Banana 2 (com apoio do Gemini em infográficos)
- Linha do tempo: lançado em 30/07/2026, suspenso em 31/07/2026 (durou 1 dia)
- Status atual: fora do ar em todo o mundo, sem data de retorno
O que era a IA do Google Earth
Até 30 de julho de 2026, o Google Earth era basicamente uma ferramenta de visualização: você navegava pelo mapa, olhava fotos de satélite e modelos 3D de cidades, mas não conseguia editar ou recriar nada ali dentro. Isso mudou, por um dia, com a chegada do Nano Banana 2, o modelo de IA generativa de imagens do Google, integrado direto na versão web da ferramenta.
Na prática, você aponta para qualquer lugar do mapa, real e existente, e pede pra IA imaginar algo em cima dele: um prédio que ainda não existe, uma cena histórica de séculos atrás, ou uma versão futurista da própria vizinhança. A imagem gerada preserva a escala do terreno, a posição das ruas e prédios e o relevo real do local, porque a IA trabalha em cima dos dados verdadeiros do Google Earth, não de um mapa genérico.
O que dava pra fazer com a ferramenta
No anúncio oficial, o Google listou cinco formas de usar o recurso enquanto ele esteve ativo:
| Uso | O que faz |
|---|---|
| Reviver história | Recria como um lugar era no passado (ex.: ruínas de Pompeia reconstruídas como em 78 d.C.) |
| Aprender explorando | Gera infográficos com fatos históricos de um ponto turístico, com ajuda do Gemini pra buscar os dados |
| Plantas de arquitetura | Transforma um terreno vazio numa simulação realista de projeto (prédio, loja, área urbana) |
| Visualizar antes de construir | Mostra como uma casa, cabana ou reforma ficaria encaixada no terreno real antes da obra começar |
| Reimaginar por diversão | Cria versões futuristas ou fictícias de um lugar conhecido, sem compromisso com a realidade |
Como funcionava (enquanto esteve no ar)
Recurso indisponível agora
O passo a passo abaixo descreve como a ferramenta funcionava entre 30 e 31 de julho de 2026. O botão “Criar imagem” está desativado no momento; veja na próxima seção o motivo.
- Acesse earth.google.com/web pelo navegador do computador.
- Navegue até o lugar que você quer usar como base (uma rua, um monumento, um bairro ou uma cidade inteira).
- Ajuste o zoom e o enquadramento até deixar a paisagem do jeito que você quer usar como referência.
- Clique em “Criar imagem”, na barra de ferramentas no topo da tela.
- Digite o comando descrevendo o que você quer ver, com o máximo de detalhe possível.
- Aguarde a IA processar: a imagem gerada aparece em poucos segundos, pronta pra salvar ou compartilhar.
O recurso funcionava em diferentes escalas, do terreno de um único lote até bairros, cidades ou regiões inteiras. Quanto mais específico era o comando (materiais, estilo, época, elementos que deviam aparecer), mais a imagem final se aproximava do que a pessoa tinha em mente.
Por que o Google suspendeu a IA do Google Earth
Em atualização publicada na própria página do anúncio oficial, o Google confirmou o motivo da suspensão: “vimos profissionais de geointeligência usando esse recurso para uma série de finalidades úteis, mas também vimos gente compartilhando prints de imagens geradas que parecem violar nossas políticas”. A empresa decidiu recuar com a função “enquanto trabalha na implementação de barreiras mais fortes”.
O risco apontado por especialistas em verificação de imagens é direto: o Google Earth é uma das ferramentas mais usadas por jornalistas, pesquisadores e organizações de direitos humanos pra confirmar o que realmente aconteceu em um lugar, inclusive em áreas de conflito. Com a IA liberada pra qualquer pessoa criar uma cena fictícia em cima de um mapa de satélite real, ficou mais fácil fabricar uma imagem que parece prova de satélite verdadeira sem ser.
O Google fez questão de esclarecer dois pontos técnicos na mesma atualização: as imagens geradas nunca apareciam no Google Earth “principal” pra outras pessoas verem (ficavam só na tela de quem gerou) e todas saíam com marca d’água identificando que foram feitas por IA. Ainda assim, prints dessas imagens circularam fora do Google Earth sem esse contexto, o que motivou a suspensão só um dia depois do lançamento.
O que isso significa pra você
Enquanto esteve no ar, o recurso dava a quem trabalha com arquitetura, urbanismo ou corretagem de imóveis uma forma rápida de mostrar uma ideia pro cliente sem contratar uma renderização cara, e ajudava professores a transformar um lugar histórico numa cena reconstruída em vez de só uma foto atual. Com a suspensão, essas pessoas voltam, por enquanto, às alternativas manuais (renderização paga ou ilustração feita à mão) até o Google decidir se e quando libera a função de novo.
O ponto que vale pra qualquer leitor, mesmo quem nunca chegou a usar a ferramenta: imagens de satélite que circulam nas redes sociais, principalmente ligadas a notícias sensíveis como conflitos ou desastres, merecem mais desconfiança agora que ficou claro como é fácil fabricar uma cena que parece batida por satélite de verdade. Antes de acreditar ou compartilhar, vale procurar a fonte original da imagem.
Fique de olho
O Google não deu prazo pra devolver o recurso ao Google Earth. Segundo o próprio comunicado, a função só volta depois de a empresa reforçar as barreiras contra uso indevido, então a versão final pode ser diferente da que existiu nesse primeiro dia. Acompanhe a página oficial do anúncio, que é onde a empresa está publicando as atualizações sobre o caso.
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Fonte: anúncio oficial do Google (blog.google).
Perguntas frequentes sobre a IA do Google Earth
O que era a IA do Google Earth?
Era a integração do Nano Banana 2, o modelo de geração de imagens do Google, à versão web do Google Earth. Com ela, era possível digitar um comando descrevendo o que se queria ver e a IA gerava uma imagem a partir das fotos de satélite, aéreas e dos modelos 3D reais daquele local. O recurso foi lançado em 30 de julho de 2026 e suspenso no dia seguinte.
O recurso está disponível agora?
Não. O Google suspendeu a função em todo o mundo em 31 de julho de 2026, um dia depois do lançamento global, depois de ver imagens geradas que violavam as políticas da empresa circulando fora da plataforma.
Por que o Google suspendeu a IA do Google Earth?
Segundo comunicado oficial, o Google viu gente compartilhar prints de imagens geradas que pareciam violar suas políticas. Como o Google Earth é usado como referência confiável de imagens de satélite por jornalistas e pesquisadores, a possibilidade de fabricar cenas falsas em cima de mapas reais gerou risco de desinformação, e a empresa preferiu recuar com a função.
O recurso vai voltar?
O Google não confirmou uma data. A empresa disse que está trabalhando em barreiras mais fortes contra uso indevido antes de reativar a função, então não dá pra saber se ela vai voltar do mesmo jeito ou com mais limitações.
Era preciso instalar algum programa para usar?
Não. Enquanto esteve no ar, o recurso funcionava dentro do Google Earth na web (earth.google.com), no botão “Criar imagem”, sem exigir download de programa nem do Google Earth Pro. Hoje esse botão está desativado.
Era de graça?
O Google não chegou a citar cobrança específica pelo recurso nos poucos dias em que esteve ativo. Ferramentas de IA generativa do Google costumam ter limites diários maiores para quem já paga um plano do Google AI, mas isso não chegou a ser testado a fundo antes da suspensão.
Dava para gerar imagens de qualquer lugar do mundo?
Sim, o recurso usava a base de imagens do próprio Google Earth, que cobre o planeta todo. A qualidade do resultado tendia a ser melhor em áreas com boa cobertura de imagens de satélite, aéreas e modelos 3D, como grandes cidades e pontos turísticos conhecidos.
O Gemini participava da criação das imagens?
Participava nos comandos mais complexos, como infográficos. Segundo o Google, ao pedir algo como um infográfico sobre um monumento, o Gemini buscava as informações históricas relevantes e o Nano Banana 2 transformava esses dados em uma composição visual.
A imagem gerada mostrava como o lugar realmente ia ficar?
Não era uma previsão real, e sim uma simulação visual baseada no comando digitado. Para projetos sérios, como uma reforma ou uma obra, a imagem servia como referência de apresentação, mas não substituía um projeto técnico de arquitetura ou urbanismo.
O que acontece com as imagens que já tinham sido geradas?
O comunicado do Google fala em suspender a função de gerar novas imagens, sem mencionar apagar imagens que os usuários já tinham salvado ou baixado antes da suspensão. Quem já tinha exportado uma imagem continua com o arquivo normalmente.




