O Gemini Nano 4, a versão mais nova da inteligência artificial que roda direto no celular (sem depender da internet), já tem lista oficial de compatibilidade. A Google publicou os requisitos de hardware e os primeiros aparelhos aptos a receber a novidade, e a régua ficou mais apertada do que o esperado: nem todo celular topo de linha atual entra. Veja o que muda, quais modelos já estão confirmados e por que aparelhos poderosos, lançados há pouco tempo, ficaram de fora.
Antes da lista, uma distinção que evita confusão logo no começo: ter o aplicativo do Gemini não é ter o Gemini Nano. O aplicativo funciona em quase qualquer celular porque processa nos servidores da Google; o Nano é o modelo que roda dentro do aparelho, sem internet, e é só esse que depende de hardware.
Resposta rápida
O Gemini Nano 4 exige, segundo a página oficial de especificações do Android, pelo menos 12 GB de RAM, um chip “flagship” qualificado e Android 17 ou superior. Os primeiros aparelhos confirmados são a linha Pixel 11 (Google) e os dobráveis Galaxy Z Flip8 e Z Fold8 (Samsung); modelos como Pixel 9 Pro e Galaxy S25 Ultra ficam de fora por rodarem uma versão anterior do Gemini Nano.
O essencial
- RAM mínima: 12 GB
- Sistema mínimo: Android 17 (A17+)
- Chip: flagship qualificado pela Google
- Modelo base já instalado: Gemini Nano v3 ou superior
- Fonte oficial: android.com/gemini-intelligence e developer.android.com/ai/gemini-nano
O que é o Gemini Nano 4
O Gemini Nano é a versão “enxuta” da inteligência artificial do Google, feita para rodar dentro do próprio celular, sem enviar dados para a nuvem. É o motor por trás de recursos como resumir uma página, sugerir respostas em apps de mensagem e editar fotos com comandos de texto. A documentação oficial do Android para desenvolvedores explica que esse modelo roda dentro do serviço AICore do sistema, que usa o hardware do aparelho para acelerar as respostas.
A quarta geração, batizada de Gemini Nano 4, tem como base o novo modelo aberto Gemma 4. Segundo a Google, essa base é até 4 vezes mais rápida e consome até 60% menos bateria que a geração anterior, além de já suportar mais de 140 idiomas nativamente. O efeito esperado são respostas mais rápidas e menos aquecimento do aparelho ao usar recursos de IA no dia a dia.
Os requisitos de hardware
Diferente de um app comum, o Gemini Nano 4 não roda em qualquer celular com Android atualizado. A página oficial de especificações do Gemini Intelligence lista uma régua específica de hardware:
| Requisito | O que a Google exige |
|---|---|
| Memória RAM | 12 GB ou mais |
| Processador | Chip de topo qualificado pela Google |
| Sistema operacional | Android 17 (A17) ou superior |
| Modelo de IA já instalado | Gemini Nano v3 ou superior |
Repare que os quatro critérios precisam ser atendidos ao mesmo tempo. Um celular pode ter 12 GB de RAM e já estar no Android 17 e ainda assim não qualificar, se o chip não constar na lista de “qualificados” da Google, ou se ainda rodar uma versão mais antiga do Gemini Nano (v1 ou v2) por baixo do capô.
Quais celulares já são compatíveis
A Google confirmou oficialmente, numa publicação no blog para desenvolvedores Android de 11/08/2026, que a linha Pixel 11 entra no ciclo do Gemini Nano 4. Segundo apurado com base na lista de compatibilidade da própria Google, os primeiros aparelhos liberados são:
| Fabricante | Modelos confirmados |
|---|---|
| Linha Pixel 11, incluindo Pro Fold | |
| Samsung | Dobráveis Z Flip8 e Z Fold8 |
Do outro lado, ficam de fora aparelhos que muita gente considera “topo de linha” hoje, porque ainda rodam uma versão mais antiga do Gemini Nano por baixo: o Pixel 9 Pro, o Galaxy S25 Ultra e o Galaxy Z Fold 7, todos presos ao Nano v2. Vale o hedge: essa lista tende a crescer com o tempo, à medida que mais fabricantes (como Oppo, OnePlus e Xiaomi, citados como candidatos em reportagens do setor) atualizarem seus aparelhos topo de linha para o Android 17 e receberem a qualificação da Google. Se você já tem um Pixel 11, aliás, vale conferir também o que já cobrimos sobre o lançamento da linha Pixel 11.
Gemini Nano 4 no Android: como saber se o seu tem
Não há um menu que mostre a versão do Gemini Nano no Android, e é por isso que a pergunta não tem resposta direta no aparelho. O caminho é indireto e usa os quatro critérios acima: confira o modelo do celular, a memória RAM em Configurações, e a versão do sistema em Sobre o telefone.
Se o seu aparelho não é um dos listados abaixo, a resposta é não, pelo menos por enquanto. E vale a ressalva que o próprio nome esconde: ter o Gemini instalado não é a mesma coisa que ter o Gemini Nano. O aplicativo do Gemini funciona em praticamente qualquer celular porque roda nos servidores da Google; o Nano é o modelo que roda dentro do aparelho, sem internet, e esse sim depende de hardware.
Nos Pixel, e por que eles vêm primeiro
Os Pixel aparecem primeiro em toda geração do Nano por um motivo estrutural: são os aparelhos que a Google projeta, com o chip que ela mesma desenha. O modelo novo é testado neles antes de qualquer outro, e a compatibilidade sai junto com o lançamento.
Isso não faz do Pixel a única opção, e sim a primeira. Fabricantes parceiros entram depois, conforme os chips deles são qualificados. Quem tem aparelho de outra marca costuma esperar de meses a uma geração inteira, o que é a diferença entre comprar pensando no recurso de hoje e comprar pensando no de amanhã.
Não existe download nem APK do Gemini Nano 4
Esta busca aparece bastante e merece resposta direta: não existe download do Gemini Nano 4, nem arquivo APK que o instale. O modelo não é um aplicativo; ele é distribuído dentro do sistema, pelo componente AICore, e chega ao aparelho junto com a atualização da fabricante.
Isso importa por uma razão de segurança, não de curiosidade técnica. Página que oferece o Gemini Nano para baixar está oferecendo outra coisa, e o que se instala nesses casos costuma ser aplicativo modificado. O caminho legítimo é um só: manter o sistema atualizado e ter um aparelho da lista.
O que isso significa para você
Se o seu celular não está na lista acima, não é motivo pra pânico: você continua recebendo os recursos do Gemini que já existem hoje no seu aparelho, porque eles rodam nas versões anteriores do Nano. O que você não vai ter, pelo menos nesta primeira leva, são as funções feitas sob medida pra tirar proveito da velocidade extra do Nano 4, que tendem a chegar primeiro nos aparelhos mais novos e potentes antes de “descer” pra linha intermediária, se é que descem.
Quem está pensando em trocar de celular achando que qualquer topo de linha recente já serve: cuidado. Como mostra a lista, aparelhos poderosos lançados há menos de um ano, como o Galaxy S25 Ultra, ficam de fora simplesmente porque a Google ainda não os qualificou para o Nano 4. Antes de comprar visando esse recurso específico, confira se o modelo aparece na lista oficial de compatibilidade, não só se ele “parece” potente no papel.
Perguntas frequentes
O que é o Gemini Nano 4?
É a nova versão do modelo de inteligência artificial que roda direto no celular, sem depender de internet, usada para recursos como resumo de texto, respostas rápidas em apps e edição de imagem. Segundo a página oficial de especificações do Android, ele é até 4 vezes mais rápido e consome bem menos bateria que o Nano 3, a versão anterior.
Meu Pixel 10 vai perder o Gemini?
Ele não perde o Gemini, mas não recebe os recursos que exigem especificamente o Nano 4. O Pixel 10 continua rodando o Gemini Nano 3, então mantém os recursos de IA já lançados; só as novidades feitas sob medida para o Nano 4 exigem um dos aparelhos da nova lista.
De quanta memória RAM o celular precisa?
Segundo a página oficial de especificações do Android (android.com/gemini-intelligence), o piso é 12 GB de RAM, além de um chip “flagship” qualificado pela Google e o sistema Android 17 ou superior. Aparelhos com menos RAM, mesmo rodando Android 17, não entram na lista.
O Galaxy S25 Ultra tem Gemini Nano 4?
Não, segundo o apurado: mesmo sendo um aparelho topo de linha, o Galaxy S25 Ultra roda o Gemini Nano 2, uma versão mais antiga, e por isso não entra no primeiro grupo compatível com o Nano 4, ao lado do Pixel 9 Pro e do Galaxy Z Fold 7.
Quando o Gemini Nano 4 chega ao Brasil?
A Google não publicou, até esta apuração, um cronograma específico por país. Os primeiros aparelhos citados (linha Pixel 11 e a nova linha dobrável da Samsung) já são vendidos oficialmente no Brasil, mas o recurso pode chegar em ondas, como já aconteceu com outras novidades do Gemini.




